Gastrectomia: o que é, quando é indicada, como funciona e como é a vida após a cirurgia
A gastrectomia é uma cirurgia que consiste na retirada total ou parcial do estômago. O procedimento é utilizado no tratamento de diversas condições, como tumores benignos, câncer gástrico, úlceras avançadas, perfurações, sangramentos graves e também nos casos de obesidade grave, quando existe risco significativo para a vida do paciente.
Embora seja um procedimento irreversível, a gastrectomia permite que o paciente tenha qualidade de vida próxima do normal, desde que siga as orientações médicas e nutricionais adequadas. 
A seguir, você encontrará um guia completo sobre a cirurgia — o que é, tipos, indicações e como é o dia a dia após a operação.
O que é a gastrectomia?
A gastrectomia é uma cirurgia que remove uma parte (parcial) ou todo o estômago (total). Dependendo da doença, da localização da lesão e do estado clínico do paciente, o cirurgião define qual técnica é mais adequada.
O objetivo da gastrectomia pode ser:
- Curativo – quando elimina completamente tumores, sangramentos ou áreas comprometidas.
- Preventivo – em pessoas com risco muito elevado de desenvolver câncer gástrico.
- Metabólico – nos casos de obesidade grave, para reduzir o volume gástrico e melhorar doenças associadas.
Tipos de Gastrectomia
1. Gastrectomia parcial
Remove apenas a parte afetada do estômago, preservando parte do órgão.
É indicada para:
- Tumores localizados
- Úlceras avançadas
- Lesões benignas restritas
2. Gastrectomia total
É indicada quando:
- O tumor é extenso
- Há comprometimento difuso da mucosa
O padrão clínico exige retirada completado estômago. Após a retirada, o cirurgião reconstrói o trânsito digestivo conectando o esôfago ao intestino delgado.
3. Gastrectomia vertical (Sleeve)
Utilizada principalmente na cirurgia bariátrica, reduz o estômago a um tubo estreito. É irreversível e é indicada para obesidade severa com risco à saúde.
Quando a gastrectomia é indicada?
1. Tumores benignos ou malignos do estômago
- Câncer gástrico
- Pólipos suspeitos
- Tumores neuroendócrinos
- Massas que comprometem o funcionamento do estômago
2. Úlceras graves ou perfuração
Quando há:
- Sangramento ativo
- Perfuração da parede do estômago
- Obstrução causada por úlcera crônica
3. Obesidade grave (cirurgia bariátrica)
Quando a obesidade coloca o paciente em risco de:
- Doença cardiovascular
- Apneia do sono
- Diabetes tipo 2
- Hipertensão
- Doença hepática gordurosa
- Complicações metabólicas
4. Outras situações
- Deformidades anatômicas
- Seqüelas de cirurgias prévias
- Doenças inflamatórias avançadas
Como é feita a gastrectomia?
O procedimento pode ser realizado por três abordagens: cirurgia aberta, videolaparoscopia ou cirurgia robótica. Durante a cirurgia, além de retirar a parte necessária do estômago, o cirurgião reconstrói o trânsito digestivo, garantindo que o alimento siga seu caminho natural.
Recuperação após a gastrectomia
O tempo de recuperação varia conforme o tipo de cirurgia e a condição clínica do paciente, mas geralmente envolve:
- Dieta líquida evoluindo para pastosa e macia
- Repouso relativo
- Atenção aos sinais de alerta
- Ajuste medicamentoso
- Introdução gradual de alimentos sólidos
- Acompanhamento nutricional contínuo
- Reposição de vitaminas e minerais, quando necessário
- Readequação dos hábitos alimentares
Pacientes submetidos à gastrectomia total ou parcial podem levar uma vida normal, seguindo as orientações específicas.
Conclusão
A gastrectomia é uma cirurgia segura, eficaz e fundamental no tratamento de diversas doenças do estômago, além de ser uma opção decisiva em casos de obesidade grave. Apesar de irreversível, o procedimento permite que o paciente tenha uma vida normal, desde que siga as orientações médicas e receba acompanhamento especializado.
Se você tem sintomas gastrointestinais persistentes, histórico familiar ou já recebeu indicação cirúrgica, procure um especialista em cirurgia do aparelho digestivo para uma avaliação completa.
